Como usar o FGTS no primeiro imóvel no DF
O FGTS pode virar entrada, abater parcela ou quitar saldo. As regras pra usar no seu primeiro imóvel no DF — e os erros que travam o uso.
Por Nathan Jahiel
O FGTS é uma das ferramentas mais subutilizadas na compra do primeiro imóvel. Bem usado, ele vira entrada, abate parcela ou quita saldo devedor. Mal entendido, trava o negócio na reta final. Vou explicar como funciona.
Pra que o FGTS pode ser usado
São três usos principais: compor ou aumentar a entrada (o que reduz o valor financiado e a parcela), amortizar ou quitar parte do saldo devedor ao longo do financiamento, e até abater temporariamente o valor das prestações. Pra quem tem saldo parado na conta do Fundo, é dinheiro trabalhando a favor da compra.
As regras que você precisa cumprir
A lei é federal, então vale igual no DF. Os principais critérios: ter pelo menos 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS (somando todos os contratos); não ser proprietário de outro imóvel residencial na mesma cidade ou região metropolitana; e o imóvel precisa estar dentro do enquadramento e do limite de valor do SFH, com registro e avaliação em ordem.
Os erros que travam o uso
O mais comum é descobrir tarde que o imóvel ou o comprador não se enquadram — imóvel acima do teto, comprador com outro imóvel na mesma região, ou documentação irregular. Outro é contar com o saldo e esquecer dos prazos: a liberação tem etapas e burocracia. Quem deixa pra resolver na assinatura corre risco de atrasar ou perder o negócio.
Minha leitura
FGTS é uma alavanca real, principalmente com a Selic alta encarecendo o financiamento — cada real de entrada com FGTS é um real a menos rendendo juro contra você. Mas é uma alavanca que exige planejamento: confirme o enquadramento e a documentação antes de assinar qualquer coisa.
Se você vai usar FGTS no primeiro imóvel em Brasília e quer conferir se tudo se enquadra antes de avançar, fala com a gente.